Atualizações:

07/06/2007
Adicionado a página inicial de Svein.

01/06/2007
Adicionada a página Acordo para extração de Petróleo em Svein ao site.

01/06/2007
Adicionada a página sobre a Base Militar de Al-Parrazon/Sion em Svein ao site.

25/05/2007
Adicionada a página Dinastia Belvedere à Página de Namaster.

07/04/2007
Adicionada a página Economia de Noyarsky.

04/04/2007
Adicionada a página inicial de Noyarsky e a página do Governo de Noyarsky.

19/01/2007
Adicionado um artigo sobre a História de Zenkai.

19/01/2007
Adicionado um artigo sobre a História de Xian.

18/01/2007
Adicionado a página inicial de Simea.

Idioma Mandarim


Escrita do Idioma Mandarim:

O idioma xianês é um dos mais dificeis de se aprender e falar. Sua escrita também não é das mais fáceis. Conhecidos como caracteres, cada um deles representa uma idéia completa, sendo todos monossilábicos e inflexivos. Para se poder ler um simples jornal os estudantes de xianês precisam aprender e decorar cerca de 3500 caracteres, chegando a 15000 para ler as literaturas clássicas. São classificados em: pictográficos (simples desenhos), ideográficos (representa idéias), sugestivos, ideográficos – fonéticos, neológicos – fonéticos ou derivativos. Em um dicionário xianês, os caracteres são classificados em 214 radicais, que indicam o significado da palavra, dos quais os radicais podem conter de um a 17 traços. Outra dificuldade reside no fato de o idioma falado ser monossilábico, diferenciado apenas pelas entonações emitidas pelo orador. No mandarim, existem quatro tons (alto e constante, interrogativo, decrescente – crescente e decrescente) falados para cada monossílaba, onde haverá vários caracteres pronunciados pelos mesmos tons, mas com significados diferentes. Com isto, como exemplo, ao pronunciar “ma”, poderá significar mãe, cavalo, designar uma pergunta e outros mais.

Literatura:

Na escrita xianêsa, as palavras não são encadeamentos de letras, mas, sim ideogramas, isto é, desenhos que representam idéias.

Esses ideogramas foram criados em Xian há cerca de 6 mil anos atrás, quando já existia uma língua falada. Cada ideograma referia-se ao sentido de uma palavra da língua falada e era, muitas vezes, o desenho simplificado da coisa que essa palavra designava. A lua, por exemplo, era representada pela metade de um circulo, com forma de meia-lua.

No decorrer dos séculos, a língua falada foi se transformando e adquirindo características diferentes nas diversas regiões de Xian. Os próprios ideogramas sofreram alterações com o tempo, passando por reformas que tiveram em vista a simplificação dos traços. Com isso, muitos ideogramas que eram verdadeiros das coisas que representavam foram sendo gradativamente estilizados. Hoje, em certos casos, tem poucas semelhanças com as coisas significativas.

Pode-se dizer, portanto, que em mandarim a língua escrita e a língua falada evoluíram paralelamente e sem influencias de uma sobre a outra.

Hoje em dia, cada comunidade xianêsa atribuí a um determinado ideograma o som correspondente à palavra que o significa na sua língua falada.

Porém o ideograma não indica como ele deve ser pronunciado. Por isso, o som atribuído a esse ideograma varia de acordo com a língua falada das diferentes régios de Xian. Na capital, por exemplo, o ideograma de "sol" é pronunciado jih, em outras regiões a pronuncia é taiyo.

Uma característica fundamental do idioma xianês é que ele funciona na base da comparação e associação de idéias, de modo a sugerir novas idéias. Assim, na língua escrita, o ideograma que significa sol, por exemplo, colocado ao ideograma que representa lua, da origem a um ideograma que significa brilho – característica comum que se nota quando se comparam esses dois astros. O ideograma que significa mulher, colocado debaixo de outro que significa teto, compõe um ideograma que significa paz – conceito sugerido poeticamente pela idéia da presença de uma mulher dentro de um lar.

Poesia:

Servindo-se basicamente da associação de idéias e das sugestões daí resultantes, o idioma xianês possui um “mecanismo” poético. A própria língua falada – cujas palavras geralmente possuem uma só sílaba – baseia-se no principio da combinação dessas sílabas para formar palavras compostas, que associam idéias, como acontece com os ideogramas da língua escrita.

A poesia, primeira manifestação literária em língua xianêsa, já existia quando ainda não havia língua escrita: os poetas juntavam palavras, preocupando-se com o som resultante e com as sugestões criadas pela combinação de idéias. Esses poemas eram transmitidos oralmente, de geração em geração, até que se inventou a escrita e então foram registrados em papel ou seda. Os mais antigos documentos literários xianêses de 4 mil anos atrás e são uma coletânea de poemas populares transmitidos pela tradição. Os livros mais importantes compostos nos milhões de anos atras foram reunidos em treze volumes, chamados Treze Clássicos.

Nessas obras, que agrupam composições de vários autores, encontram-se poemas que tratam de fatos históricos, filosofia, adivinhação, tradições religiosas, ritos e cerimônias fúnebres, alem de temas como guerra, amor, dança, felicidade, miséria do povo, vícios e virtudes dos imperadores.

Dentre os autores e compiladores dos Treze Clássicos destacam-se os filósofos Confúcio e Lao-tsé, criadores do Confucionismo e Taoísmo. Confúcio escreveu poemas líricos e comentou a política de sua época. Desprezando as questões religiosas, preocupou-se basicamente com a analise dos fatos concretos da vida, da fragilidade dos homens e do passar do tempo, que os submete à velhice e à morte.

Lao-tsé ocupando-se de temas religiosos, foi ele o fundador da religião taoísta, baseada na idéia de que a origem do mundo seria o Tao, coisa inexplicável que criou os deuses, o mundo e o homem.

Desde sua origem, a literatura e outras atividades eram produzidas, em Xian, pelas classes senhoriais. Os artistas e sábios eram nobres que viviam sob a proteção dos nobres ou imperadores. O povo não conhecia a língua escrita, cujo o aprendizado levava anos: o intelectual precisava gravar na memória dezenas de milhares ideogramas e aprender traçá-los corretamente, segundo normas precisas. Muitos homens passavam anos aperfeiçoando a escrita ideográfica e se tornavam professores de caligrafia, ensinando como deveriam ser pintados os sinais. Nos textos, era muito importante o desenho perfeito e a beleza dos traços.

Voltar para a Página Anterior



Banner do Portal Myth2 Brasil

© 2006-2007 Harkadya - Todos os direitos reservados - Criação por MOAI