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01/06/2007
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01/06/2007
Adicionada a página sobre a Base Militar de Al-Parrazon/Sion em Svein ao site.

25/05/2007
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07/04/2007
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04/04/2007
Adicionada a página inicial de Noyarsky e a página do Governo de Noyarsky.

19/01/2007
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19/01/2007
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18/01/2007
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Grande Guerra de Molia

A maior guerra da Idade Antiga daeliana deu-se entre o Reino de Molia, que tinha incontestável hegemonia continental em todo o leste, e os reinos menores do oeste, que se firmaram em uma aliança militar para vencer o agressor. A guerra durou 212 anos, e terminou com vitória da Aliança de Esperia sobre os molianos.

1. Antecedentes

No fim do século XV A.Q., Molia era a maior nação de Daelos. Sua extensão por todo o litoral norte e o domínio dos extensos planaltos centrais davam a Molia uma grande influência sobre o norte do continente. Os moradores das maiores cidades litorâneas, como a capital Molia, desfrutavam de uma vida abastada e plena.

O problema era o cotidiano no oeste. Os reis e Molia não se cansavam de conquistar territórios, e empurravam seus domínios cada vez mais para o oeste, engolindo reinos inteiros. Muitos lutaram bravamente, mas contra um exército mais bem-preparado, melhor treinado e mais sanguinário era ínfima a chance de vitória.

1.2. Expansão Moliana para o Oeste

Os reis molianos continuavam a expansão para oeste, colonizando cada vez mais cidades. A incessante busca de novas terras significava maior diversidade de bens para a nobreza moliana nas maiores cidades, e mais terras para que os fazendeiros pudessem comprar e fazer produzir bens. A expansão vinha a níveis menores depois das Batalhas de Edros (1792 A.Q. - 1762 A.Q.), que subjulgou as terras do Planalto Central. Mesmo assim, os molianos mantinham as investidas.

Foi no ano de 1380 A.Q. que o rei Simos Magnos decidiu reconhecer as terras para além dos planaltos. Cobiçado com a hipótese de um novo oceano (e de novas rotas de comércio e enriquecimento), expedições foram enviadas para o oeste, buscando reconhecer e, em um segundo instante, conquistar.

1.3. A criação da Aliança de Esperia


1.3.1.Esperia

Esperia era uma das cidades influentes no oeste continental. Às margens do Rio Erum, era uma rota natural entre reinos costeiros e as fazendas a leste. Naturalmente, o rei de Esperia tinha uma certa influência sobre os territórios próximos, e ficou alarmado quando soube que os molianos peparavam investidas. Eles buscaram, assim, montar um plano de resistência e, quem sabe, contra-ataque.

1.3.2.Firmação da Aliança

Vinicius Claetor, rei de Esperia, ficou assustado quando ouviu relatos de cidades livres sendo engolidas pelas tropas molianas. Seus mensageiros narravam "dragões cuspingo fogo nas cidades; deuses atirando sua ira nos humanos; o horror... o horror...". Os esperis desconheciam os nefilins, que viviam no leste do continente e, na época, eram recrutados pelos molianos para guerrear a seu favor. Assustado, ele percebeu que suas forças, ainda que fossem as mais poderosas da região, não aguentariam os molianos. Foi assim que, segundo a lenda diz, ele saiu cavalgando pelos reinos e estados por mais de dois meses, anunciando que "ao nascer do sol do primeiro dia do ano adjacente, todos estaremos reunidos em meu palácio, para definirmos os rumos do nosso futuro".

Ao primeiro dia do ano de 1364 A.Q., Vinicius Claetor e outros 17 regentes se encontravam em Esperia. Nos dias que se seguiram, Claetor contou aos outros os relatos que ouviu, e os incitou a trabalharem juntos para garantir a sobrevivência. Os pequenos exércitos poderiam se unir e tentar, quem sabe, "aplacar a ira dos deuses".

2.A Guerra


2.1.Declaração de Guerra

Foi em 1363 A.Q. que Molia invadiu Cabrius, um reino que dominava a nascente de um pequeno rio. Como era de costume, os molianos matavam todos os soldados inimigos, e depois os queimavam. Segundo a religião moliana, isso purificaria a alma dos mortos, e eles poderiam ir para o Mundo dos Mortos sem ferimentos ou impurezas causadas pela batalha. O que aconteceu, todavia, foi que os restos de corpos foram jogados no riacho. Mais abaixo, no curso deste rio, havia a capital de um dos 18 reinos fundadores da Aliança. Ele levou à cúpula o fato de que "os molianos amaldiçoados jogaram os corpos dos soldados repudiados pelos deuses em nossas águas. A turgência e a sujeira é tamanha que não há condições para se defecar nos riachos". Solidarizados, os reinos aliados preparara a investida inicial - o ato de guerra.

No mesmo ano, quase 6 mil soldados esperis invadiram de surpresa a pequena cidade. A invasão foi delicadamente premeditada, com uso de espiões que abriram os portões da cidade e facilitavam a entrada de soldados. O exército moliano, que estava acampado ao norte, descobriu tarde demais que tinha sido atacado por "um exército incrivelmente astuto e sagaz. Nossos patrulheiros não foram páreo nem para um deles sozinhos".

A primeira batalha importante entre os dois lados deu-se quando o exército acampado chegou na cidade de Cabrius e a encontrou pesadamente fortalecida e, como era de esperar, pronta para enfrentar os molianos. A batalha durou 6 dias, até que, aproveitando as defesas naturais do muros da cidade, os esperis venceram a batalha.

2.2.Contra-ataque moliano


2.2.1.A desunião esperi

Cabrius foi reconquistada, e seu trono devolvido ao antigo rei. Em troca, ele entraria na Aliança, fornecendo alimentos e abrigos, se necessários. Assim, os soldados partiram para outros reinos invadidos pelos molianos. As outras cidades já tinham sido avisadas, entretanto, e precavieram-se melhor. Como resultado, os esperis não conseguiram melhores conquistas, libertando apenas fazendas e vilarejos.

Enquanto isso, Simos Magnos, o rei moliano, passou a recrutar novos homens para mandar para a guerra. No ano de 1360 A.Q., três exércitos diferentes cruzaram as vastidões de Molia para re-enfrentar os esperis.

Evidentemente, os esperis também aproveitaram o tempo para reorganizar homens e armas, mas tinha que passar por maiores dificuldades: em Molia, só um rei dava ordens, e elas eram mais fáceis e mais rápidas de ser obedecidas; Esperia, por outro lado, era uma Aliança entre 19 reis, e cada um se remilitarizou em ritmos diferentes.

A nova investida moliana foi pesada e irrefreável. Em poucos anos os molianos tinham conquistado extensos territórios ao norte, retomado o reino de Cabrius e invadido o reino logo ao sul. Os esperis passaram a sofrer problemas internos, pois cada rei queria ter controle sobre seus homens, e muitas batalhas eram perdidas pelos aliados por causa da desunião. Os molianos a usavam sabiamente, e avançavam cada vez mais rápido.

2.2.2.General Claxius

Na Batalha de Mirandori (1353 A.Q.), os molianos estavam em menor número, mas contavam mais uma vez com problemas estratégicos nas frentes aliadas. Exércitos de quatro reinos aliados estavam se defendendo no Forte de Mirandori (a norte da atual Mansur), e era evidente que os quatro comandantes iriam se degladiar novamente. A lenda conta que o General Ericus Claxius conseguiu convencer os outros três generais a lhe entregar o comando dos homens. Mas alguns historiadores afirmam que é possível que Claxius os tenha matado. Assim, ele teve poder suficiente para controlar os homens. Agora, com apenas um general para obedecer, as ordens foram executadas com maestria. O General soube aproveitar a superioridade numérica e territorial, e aniquilou os oponentes.

Ao fim da batalha, Claxius foi aclamado como herói, e comandou seus homens para a conquista de um pequeno entreposto comercial, mais a leste. Com a nova vitória, Claxius enviou mensagens a Esperia, contando suas táticas e defendendo a eleição de apenas um comandante, e os outros com cargos inferiores. Alguns anos foram necessários para que o Alto Comando Militar da Aliança acatasse às dicas de Claxius, mas assim que elas passaram a ser tomadas, os esperis passaram a ser uma resistência ainda mais inconveniente ao Rei de Molia.

2.2.3.Batalha de Corata (1341 A.Q.)

Depois de muitos anos de violentas batalhas, onde ora eram vencidos, ora venciam, os aliados tentaram contornar a maior frente de batalha, e planejaram um astuto ataque-surpresa na Fortaleza de Corata. Essa cidade fica na base das Montanhas de Selênia (atrás dessas montanhas ficam os planaltos), e era freqüentemente usada pelos molianos para reagrupar homens e alimentos. Como o ataque era numa fortaleza importante, era essencial que fosse um ataque pesado e infalível, pois muitos homens seriam usados, e a derrota esperi traria muitos resultados negativos.

Assim, milhares de soldados esperis cruzaram as planícies ao sul e cercaram as muralhas da fortaleza inexpugnável. A batalha, de fato, pegou os molianos de surpresa. O pouco tempo para se prepararem para o contra-golpe e o imenso número de esperis às portas da cidade, atirando flechas e lutando bravamente, foi o suficiente para que os soldados molianos se desorganizassem. As defesas foram facilmente vencidas, e na mesma noite os soldados invadiram a fortaleza.

Na manhã seguinte, a batalha havia terminado. Muitos soldados esperis foram mortos, mas os soldados molianos não resistiram. Muitos se renderam, muitos se suicidaram e muitos fugiram para outras bases molianas. A Fortaleza de Corata havia caído.

2.3.O uso da Inteligência de Guerra

Aos generais esperis são creditados a criação da inteligência de guerra - estudar seu inimigo discretamente, em busca de uma fraqueza para a qual se explorar. Eles foram vitoriosos em muitas tentativas, e essas espionagens foram importantíssimas.

2.3.1.Rotas de Abastecimento

Os esperis passaram a estudar as rotas que os molianos usavam para trazer comida, animais e soldados das cidades molianas para os acampamentos do Exército. Durante incontáveis anos, várias rotas foram estudadas, e um ataque foi planejado. A primeira investida foi em 1307 A.Q., quando soldados esperis, disfarçados de cidadãos comuns, enganou os molianos.

Eles fingiram ser moradores que eram favoráveis à guerra moliana, e se ofereceram para acompanhar o comboio. No meio da noite, porém, eles atearam fogo em todos os comboios e assassinaram os molianos. Três semanas seguintes, a mesma técnica foi usada em outra rota, com outro comboio. A técnica era reciclada e usada novamente. Durante toda a guerra os molianos tinham problemas em travessias. Como conseqüência, os soldados ficavam famintos nas frentes de batalha, e eram facilmente vencidos pelos esperis.

2.3.2.Fazendas molianas

Técnica parecida passou a ser usada nas fazendas que abasteciam os molianos. Homens a serviço de Esperia ateavam fogo nos campos de trigo à noite, poucos dias antes da época da colheita. Sem trigo, os soldados passavam fome. Com essa técnica, os molianos foram obrigados a recuar as frentes de ataque, perdendo cada vez mais territórios para os esperis.

2.3.3.Os nefilins

O rei moliano, Nikos Magnos, havia evitado usar os nefilins nessa guerra. Ele sabia que, apesar de muitos úteis, e grandes aliados dos molianos, as tribos nefilins poderiam reclamar de lutar há 2 mil quilômetros de distância de suas casas, por uma guerra que eles poderiam discordar. Mas as notícias eram cada vez pior na frente de batalha. Emboscadas, ataques às plantações, cidades sendo perdidas... Nikos convocou o líder nefilin e alistou seus homens para a guerra contra os esperis.

O que Magnos não esperava era a astúcia dos espiões esperis. Casualmente, eles descobriram que os montruosos soldados de 3 metros de alturam não eram, afinal, deuses zangados com os humanos. Eram os nefilins, uma raça que, de fato, descendiam dos deuses, mas não tinham poderes especiais. Eles decidiram, então, estudar essa raça, e descobriram tardiamente que eles seriam novamente usados nas invasões contra os esperis. Assim, os esperis tentaram "persuadir" os nefilins a abandonar a guerra. Vários comboios eram atacados, seus acampamentos eram invadidos á noite. Mas a melhor tentativa foi o assassinato do general nefilin, Otus Mirandor. Como foi um assassinato à noite, os nefilins desconfiaram dos molianos, e assassinaram impiedosamente os soldados. Eles voltaram para suas cidades, e abandonaram a guerra.

2.4.O início do fim para os molianos


2.4.1.Conquista de Hexafot

A cidade de Hexafot, pequeno forte usado como base moliana, foi invadido em 1221 A.Q.. Foi uma batalha difícil e demorada, durando algumas semanas. Mas os molianos passaram a sentir o peso da superioridade esperi. Hexafot passou a ser usada como base para novas invasões, e aé 1190 A.Q., vários territórios molianos haviam sido conquistados pelos esperis.

2.4.2.Assinatura da Paz

Em 1170 A.Q., os molianos passaram a buscar conversas sobre a paz. Mas os esperis só acordaram em 1151 A.Q., no Tratado de Cracat. Os molianos davam para os esperis independência, desocupavam terras no Planalto Central e se comprometiam a não tentar futuras invasões.

3.Saldo da Guerra


3.1.Molia

Após a guerra, Molia passou a enfrentar duros problemas internos. A pobreza da população, a escassez de alimentos e desorganização fez do glorioso reino um estado frágil. Eles ainda conseguiriam se manter em pé até 735 A.Q., quando o Império de Mansur os engoliria.

3.2.Esperia

Para os esperis, a vitória foi o primeiro passo para a criação do Império de Mansur, que se tornou a próxima potência daeliana, e o império que "interligou" o mundo de Harkadya.

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